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STRANGE FRUIT: SYLVIA PLATH
pois é, está quase chegando o filme sobre SYLVIA PLATH, figura não mais controversa sobre seu valor poético - nasceu em Massachusets e morrreu em Londres, com 32 anos, - suicidou -se durante mais uma de sua graves crises depressivas - deixou obra em prosa e verso, sobre a qual há muito se debruçam estudiosos e exegetas - sua curta vida não limitou seus dons, traduzidos em poemas belíssimos e emblemáticos - pode ser visitada em vários sites, como por exemplo este de onde tirei esta foto: http://www.opoema.libnet.com.br/sylviaplath/sylviaplath.htm
o poema que se segue conta com a tradução de Ana Cristina César ...
A CHEGADA DA CAIXA DE ABELHAS
Encomendei esta caixa de madeira Clara, exata, quase um fardo para carregar. Eu diria que é um ataúde de um anão ou De um bebê quadrado Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.
Está trancada, é perigosa. Tenho de passar a noite com ela e Não consigo me afastar. Não tem janelas, não posso ver o que há dentro. Apenas uma pequena grade e nenhuma saída.
Espio pela grade. Está escuro, escuro. Enxame de mãos africanas Mínimas, encolhidas para exportação, Negro em negro, escalando com fúria.
Como deixá-las sair? É o barulho que mais me apavora, As sílabas ininteligíveis. São como uma turba romana, Pequenas, insignificantes como indivíduos, mas meu deus, juntas!
Escuto esse latim furioso. Não sou um César. Simplesmente encomendei uma caixa de maníacos. Podem ser devolvidos. Podem morrer, não preciso alimentá-los, sou a dona.
Me pergunto se têm fome. Me pergunto se me esqueceriam Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore. Há laburnos, colunatas louras, Anáguas de cerejas.
Poderiam imediatamente ignorar-me. No meu vestido lunar e véu funerário Não sou uma fonte de mel. Por que então recorrer a mim? Amanhã serei Deus, o generoso – vou libertá-los.
A caixa é apenas temporária.
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César )
Escrito por tekka às 01h50
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BILIIE HOLIDAY: You"ve changed ...
YOU'VE CHANGED
ALBUM  |
· Lady in Satin (1958)
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LYRICS  |
Bill carey / carl fischer
I’ve an awfully feelling That this thought that’s been a stealin thru my brain Is not to be ignored But to really tell the truth Though I’m not a well known sleuth I honestly believe that you are bored You’ve changed
That sparkle in your eyes is gone Your smile is just a careless yawn You’re breaking my heart You’ve changed
You’ve changed Your kisses now are so blase You’re bored with me in every way I can’t understand You’ve changed You’ve forgotten the words, I love you Each memory that we’ve shared You ignore every star above you I can’t realize you’ve ever cared You’ve changed
You’re not the angel I once knew No need to tell me what we’re through It’s all over now You’ve changed |
Escrito por tekka às 01h10
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Perguntaram a Diógenes por que pedia esmola às estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando à recusa. Pedindo a quem não o via nem o sentia, ele nem sequer ficava aborrecido por não ser atendido.
Amiga minha pede foto de Virginia Woolf – pois aí está junto com outras mulheres que amo, Billie e Janis inclusive!!
Escrito por tekka às 01h05
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STRANGE FRUIT: CAIO FERNANDO ABREU
CAIO FERNANDO ABREU viveu em Porto Alegre - seus livros mais conhecidos: MORANGOS MOFADOS, OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO, O OVO APUNHALADO e OVELHAS NEGRAS. Ele considerava Lygia Fagundes Telles e Hilda Hilst como suas fadas-madrinhas, e tinha em Ana Cristina César a grande amiga.
Dele: Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje? *** Só quero ir junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo de porto.
Sobre ele: O país deste escrito surpreendente, que mostra um Brasil sem carnaval, parece uma antecâmara do inferno - um louco escritor, de cujos textos resta sempre um odor de morangos passados - e o desejo lúcido de fazer histórias belas como a própria literatura - um autor a seguir (Nicole Zand: Le Monde)
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Perguntaram a Diógenes por que pedia esmola às estátuas inanimadas, de olhos vazio. Ele respondia que estava se habituando à recusa. Pedindo a quem não o via nem o sentia, ele nem sequer ficava aborrecido por não ser atendido.

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FILME DO DIA: DOGVILLE
a maioria dos comentários sobre DOGVILLE é sobre a sede de vingança contra os americanos - mas v. vai ver que o filme é mais sobre "corações secos" - straw hearts - e de como falsos testemunhos e estigmas são dados como certos, e como são contagiosos - não perca - pelo menos pra ver Nicole Kidman ...
DOGVILLE de Lars Von Trier- 04/11/03 Uma sensação plena de satisfação, de que uma história foi explorada ao seu máximo.Definitivamente, menos é mais. Bernado Krivochen (Rio)
Lars Von Trier conseguiu de novo! Que merda!
"Merda" no sentido mais invejoso da palavra, expelida por um pretenso aspirante a cineasta. "Dogville" é uma obra-prima, tanto o é que o master do filme deveria ser emoldurado e exposto em uma galeria.
As casas são todas definidas por marcas no chão (se bem que tem uma ou outra parede) e não há fundo falso – apenas um excelente e criativo projeto de iluminação. Que diabos, até o cachorro resume-se a um contorno de giz, como se tivesse sido feito em torno de seu cadáver.
Mas o cachorro late. As portas – também inexistentes – rangem. Von Trier cria um ambiente tamanho de sugestão que, depois de certo tempo, quando os personagens apontam para o fundo preto, dizendo que estão vendo as Montanhas Rochosas, o espectador acaba de fato, as vendo também. É mágico. E muito divertido. "Dogville" parece um filme que precisa de seu espectador para ser completo e, apoiado num leque de excelentes atuações e um roteiro brilhante, ele acaba comprando a brincadeira mole, mole. Isso está vindo de uma pessoa que odeia teatro filmado, o que "Dogville" fundamentalmente é.
Fica claro também a razão porque "Dogville" perdeu a Palma de Ouro em Cannes. O filme é uma crítica à política internacional dos Estados Unidos. Na realidade, o filme é um grande cuspe com escarro verde na cara dos Estados Unidos, mais ufanistas do que nunca nesse pós-11 de setembro – acaba que a mensagem do filme é lida como um grande "vocês pediram por isso!", o que, aliás, é o que o resto do mundo disse (ou pensou em dizer) depois do ocorrido. "Dogville" descreve as agruras de Grace da maneira manipulativa que só Trier consegue fazer, construindo o desejo de vingança do espectador, que quando surge o grande clímax, a sensação frente ao horror é justamente de catarse, que faz quem o assista até se sentir um pouco mal. Mas só um pouquinho.
O elenco estelar mergulha de cabeça em seus papéis e, mesmo embora a história concentre-se mais em Grace e Tom, fazendo com que atores como Lauren Bacall, Phillip Baker Hall e Ben Gazarra tenham pouco tempo de tela, todos conseguem criar personagens bem delineados, sem criar tipos ou caricaturas. Bettany, aliás, prova ser um excelente ator no filme, oferecendo uma atuação equilibrada e cheia de camadas (nunca troquei tanto de opinião sobre um personagem quanto o dele). Há quem diga que "Dogville" seja um filme de ator, mas eles não passam de engrenagens bem lubrificadas numa máquina que funciona perfeitamente.
Eu estou fascinado com o filme. "Dogville" invoca uma sensação plena de satisfação, de que uma história foi explorada ao seu máximo. Sua "nudez" revela o que faz de um bom filme, um bom filme. Claro, tem que ter muita bala na agulha para ser bem sucedido numa piração dessas, mas isso não é coisa que falte em Lars Von Trier, esse dinamarquês maluco.
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O AMOR É UM ELO ENTRE O AZUL E O AMARELO
(paulo Leminski)

Escrito por tekka às 18h53
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Por que publicar o que não presta? Porque o que presta também não presta. Além do mais, o que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de modo carinhoso do inacabado, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão / Clarice Lispector: A LEGIÃO ESTRANGEIRA
fica aqui esta explicação, a quem interessar possa ... HONNY SOÎT QUI MAL Y PENSE ... aliás, esta é a epígrafe de CAIO FERNANDO ABREU, strange fruit de hoje -
poucos autores contemporâneos conseguiram apreender tão sensível, lírica e sofridamente os cacos e fragmentos de um mundo povoado não apenas pelas metáforas do vírus, mas pelos próprios vírus - chamem-se eles Aids, drogas ou violência (Zuenir Ventura)
Escrito por tekka às 13h07
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Escrito por tekka às 09h34
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As Horas" explora o mundo de Virginia Woolf
Por Todd McCarthy
SÃO PAULO (Reuters) - Inteligência e habilidade estratégica consideráveis foram usadas para produzir esta adaptação muito bem montada do romance "The Hours", que valeu o prêmio Pulitzer ao autor Michael Cunningham. "The Hours" foi o título original de "Mrs. Dalloway", e é esse grande romance que Virginia Woolf escreveu em 1925 que serve de ponto de referência e fonte de inspiração para esta história interligada de três mulheres que têm vínculos estreitos com o livro.
A primeira delas é a própria Virginia Woolf (Nicole Kidman), cujo suicídio, em 1941, é a cena inicial do filme e que, em seguida, é vista lutando contra seus demônios internos enquanto escrevia "Mrs. Dalloway", 18 anos antes.
A segunda é uma leitora dedicada de Woolf, Laura Brown (Julianne Moore), dona-de-casa frustrada que vive num subúrbio de Los Angeles em 1951 e flerta com a idéia de morrer do mesmo modo que a escritora.
A terceira é uma editora literária nova-iorquina de hoje, Clarissa Vaughan (Meryl Streep), cujo primeiro nome é igual ao de Mrs. Dalloway e que é obrigada a encarar a morte iminente de um amigo escritor.
Na página escrita, as interseções entre as três narrativas são apreendidas pelo leitor de maneira sutil; na tela, tornam-se consideravelmente mais enfáticas.
Outra coisa mais pronunciada no filme é o clima geral sombrio, em parte porque as manifestações de sofrimento e suicídio são mais perturbadoras quando representadas fisicamente, mas também porque muitos dos toques literários acertados do livro não encontraram equivalentes no filme.
Entre outras coisas, o filme é sobre mulheres cujo fracasso nos papéis mais importantes de suas vidas -- como esposa, mãe ou amiga -- as impele a sofrer crises emocionais tão profundas que elas precisam pesar até que ponto vale a pena continuar a viver.
Das três histórias, a que dá mais certo é a da própria Virginia Woolf, o que é surpreendente, na medida em que não é fácil mostrar uma escritora séria na tela e que os dilemas e sofrimentos dela são os mais difíceis de retratar e os com que o público menos de identifica.
Mas a cena inaugural do suicídio gera fascínio imediato, e Nicole Kidman, enfeiada (mas, paradoxalmente, ainda carismática) com o acréscimo de uma prótese nasal e figurino sem graça, sustenta o interesse, pintando um retrato introspectivo e pessimista, mas revelador, de uma narcisista emocional cheia de problemas e obsessões.
Operando sob o princípio de "retratar a vida inteira de uma mulher em um único dia", mas multiplicado por três, o filme propriamente dito começa com três cafés da manhã. Vemos Virginia Woolf recusando-se a comer, apesar das exortações de seu marido, Leonard; Laura Brown (Julianne Moore) tentando convencer seu filhinho, Richie, a fazer o mesmo, e Clarissa Vaughan (Meryl Streep) repreendendo seu antigo namorado Richard Brown (Ed Harris), hoje aidético, sobre seus hábitos alimentares e dizendo que fará uma festa para ele naquela noite para comemorar o prêmio literário que ele ganhou.
"As Horas" é especialmente notável em seus momentos calmos. Entre suas imagens mais memoráveis figuram as de Virginia Woolf em sua sala de trabalho, fumando enquanto escreve "Mrs. Dalloway" com caneta tinteiro, cercada por inúmeras páginas espalhadas pelo chão. Outra é a que mostra Laura fugindo para um hotel apenas para ficar sozinha para ler "Mrs. Dalloway" e refletir sobre sua vida.
O trabalho do diretor Stephen Daldry com atores é de especialista. Kidman, especialmente, brilha, dando sinais de profundidade e maturidade novas no retrato que faz de uma personagem potencialmente difícil.
O papel representado por Julianne Moore representa uma variação interessante sobre a dona-de-casa dos anos 1950 angustiada que fez em "Distante do Céu", e Meryl Streep não tem dificuldade alguma em expressar as prioridades e as decepções de uma mulher urbana aparentemente autoconfiante e que, entre as três, é a que mais se parece com a personagem Mrs. Dalloway.
Escrito por tekka às 09h19
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ANIVERSÁRIO DE VIRGINIA WOOLF
VIRGINIA WOOLF (1882 - 1941)Por Renato Roschel
Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Perdeu sua mãe quando tinha 13 anos de idade. Seu pai, o editor Sir Leslie Stephen, erudito, filósofo e uma das figuras mais originais da Inglaterra vitoriana, foi o responsável por sua educação. Foi com ele que Virginia conheceu e estudou Platão, Espinoza, Montaigne e Hume.
Após a morte de seu pai, em 1904, Virginia e seus irmãos mudam-se para Bloomsbury, bairro londrino onde, mais tarde, passariam a receber as visitas de um grupo de amigos. As reuniões acabariam por formar o famoso grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais sofisticados que investiu contra as tradições literárias, políticas e sociais da era vitoriana. Esse grupo reuniu, ao curso de seus sucessivos encontros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e J.Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.
Com o passar do tempo, Vanessa Stephen, irmã de Virginia, acabou se tornando a sra. Clive Bell. Virginia, por sua vez, casou-se, em 1912, com Leonard Woolf.
O grupo de Bloomsbury se dissociou logo após o começo da Primeira Guerra Mundial, depois voltou a se reunir com novos elementos, mas com os mesmos ideais: busca da verdade, liberdade de expressão, amor pela arte e respeito à individualidade.
Em 1917, Virginia fundou com Leonard Woolf a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot.
As primeiras obras de Virginia Woolf foram The Voyage Out (1915) e Night and Day (1919).
Em sua obra Mrs Dalloway (1925), Virginia Woolf examina o tempo presente e passado, limita o tempo da ação e emprega recursos poéticos para retratar a experiência individual. O mesmo ocorre com o livro Rumo ao Farol (1927).
Segundo o crítico Harold Bloom, Virginia Woolf pensava em Mrs. Dalloway como "uma estrutura de ordem tal que `cada cena serviria para construir a idéia do caráter de Clarissa`. Uma vez que a figura de Clarissa Dalloway está fundada, de um modo sutil, sobre o sentido que Woolf fazia de sua própria consciência, o resultado seria uma espécie de auto-retrato psíquico, deixando de fora apenas a circunspeção estética da autora. E é justamente esta circunspeção que ajuda a universalizar certos aspectos do caráter da personagem, apresentada implicitamente como um estudo do desenvolvimento de uma mulher (e não de uma grande escritora)".
Em 1928, ela publicou Orlando, uma fantasia histórica que evoca com brilho e humor a Inglaterra, sobretudo literária, da era elizabetana. Nesse período, Woolf faz as famosas conferências para estudantes dos grande colégios femininos de Cambridge, nas quais mostra toda a sua verve feminista.
Em 1931, publicou As Ondas, uma de suas obras mais importantes. Seis anos mais tarde, Virginia lançou o livro Os anos. A história de sua vida é indissociável de suas obras. Mesmo dividida entre suas ocupações de diretora de sua própria editora, suas críticas literárias —Virginia escrevia para vários jornais londrinos—, seus amigos e sua viagens de final de semana, ela conseguiu superar, em seus romances, os limites impostos pela ficção realista. Conseguiu integrar à narrativa uma simultaneidade de eventos e criou com isso uma nova concepção do tempo narrativo, que mais tarde veio a se chamar "forma espacial do romance".
Em 1941, após diversas tentativas de suicídio e uma grave crise de depressão, Virginia Woolf se afogou no rio Ouse.
Deixou um considerável número de ensaios, uma extensa correspondência e o romance, Between the Acts (Entre os Atos, 1941).
Bibliografia selecionada:
Entre os Atos (Ed. Nova Fronteira) Passeio ao farol (Ed. Ediouro-Tecnoprint) Noite e Dia (Ed. Nova Fronteira) Objetos Sólidos (Ed. Siciliano) As Ondas, Ed. Nova Fronteira Orlando (Ed. Nova Fronteira) Um Teto todo seu, (Ed. Nova Fronteira) Uma Casa Assombrada (Ed. Siciliano) A Cortina da Tia Ba (Ed. Ática) Mrs. Dalloway (Ed. Nova Fronteira) Kew Gardens: O Status Intelectual da Mulher... (Ed. Paz e Terra) A Viagem, (Ed. Siciliano)
Escrito por tekka às 09h15
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visitante:
Escrito por tekka às 09h13
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AS INVASÕES BÁRBARAS - o filme
O QUE NOS FAZ BEM? muitas coisas do dia-a-dia ... exceto qdo só buscamos o que está fora de nosso alcance, a menos que seja uma META DE VIDA - no momento, p.ex, estou EMPOLGADA por ter visto o MELHOR FILME DO ANO: INVASÕES BÁRBARAS ... só vendo pra crer, como se pode lidar com os polos morte X vida com elegância, humor, muita amizade, nenhuma pieguice, cenários maravilhosos e muita, muita ironia -
O título é sobre a invasão bárbara da extinção da inteligência no mundo - que, segundo um dos personagens, é COISA COLETIVA, citando períodos da história em que se conjuminaram enormes forças da inteligência e da vontade ...
é do famoso tipo: IMPERDÍVEL - no cine ou em vídeo - duvido que alguém não se emocione, tire altas conclusões sobre viver X morrer, e ainda saia querendo ver de novo - é pouca coisa? pra mim foi o ápice do meu dia ... então...
resenhas abaixo pra quem gosta de cinema ...
Depois do sucesso em Cannes e muitas críticas elogiosas na 41a edição do Festival de Nova York, As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares) foi o filme escolhido também para abrir a Mostra de São Paulo. A historia acompanha a agonia de Rémy, vivendo seus últimos dias num hospital de Montreal. Seus amigos do passado, seus velhos amores, seu filho e sua ex mulher , se reúnem em torno dele para uma cerimônia de adeus. Esse é o tema-moldura do novo filme do canadense Denys Arcand, que retoma 17 anos depois, os personagens do Declínio do Império Americano, que ele realizou em 86. As Invasões Bárbaras concorreu à Palma de Ouro em Cannes, onde Arcand ganhou o prêmio de roteiro e Maria-Josée Croze o de melhor atriz no papel de uma viciada em heroína, contratada para administrar doses de droga em Rémy. Muito mais do que o encontro de velhos amigos e parentes nos momentos finais da vida de um deles, no entanto, As Invasões Bárbaras é uma volta no tempo, mais precisamente aos anos 60 e os sonhos não realizados de toda uma geração. Arcand vai fundo nos valores da sociedade ocidental contemporânea, numa referência crítica ao poderio de grandes potências no cenário mundial. Na coletiva em Nova York, após a exibição, Arcand disse que não teve a intenção de fazer um filme político. “Apenas quis constatar uma realidade. Daqui há muitos anos, século 20 será lembrado como aquele das guerras, de muitos assassinatos e das destruições em massa”, afirmou. Arcand também estava se referindo a muitas citações históricas que os protagonistas fazem no filme lembrando, Primo Levi e Cioran, Dante , Soljenitsyn e outros. Os personagens – com bom humor e ironia – levam o espectador a refletir sobre idéias e fatos do passado. Os assuntos paralelos giram em torno da Igreja Católica, o sistema de saúde do Canadá, os sindicatos, a lei, a imigração e até uma citação contra a administração de Berlusconi. Também são lembrados numa cena muitos dos movimentos em “ismo”, como o estruturalismo, o marxismo, o niilismo e outros. O filme aborda ainda o choque de gerações e o conflito de idéias expressos através dos diálogos entre Rémy, um homem com ideais revolucionários que não se realizaram e seu filho, um banqueiro que mora em Londres e foi chamado pela ex- mulher do enfermo para acompanhar os últimos dias do pai e tentar lhe dar um fim digno. A narrativa adota um tom que alterna sarcasmo e ironia, mas também ternura e esperança, fazendo com que o espectador ria em alguns momentos e em outros seja levado às lágrimas. Tudo isso, na medida certa, sem descambar para o deboche caricatural nem para o melodrama. Como contou Arcand , essa foi uma das razões de ter realizado As Invasões Bárbaras dessa forma. “Sempre quis fazer um filme sobre um personagem moribundo, mas tinha medo de parecer macabro. “Então tive a idéia de retomar os personagens de O Declínio do Império Americano e colocá-los diante de uma situação envolvendo perda”, explicou, acrescentando que nesse período ele também perdeu seus pais e muitos amigos. Os atores estão ótimos nos papéis, tanto os oriundos do filme anterior como Rémy Girard, Pierre Cruz, Yves Jacques e Dominique Michel, como os que se agregaram ao novo filme, com destaque indiscutível para Maria-Josée Croze que interpreta a viciada Nathalie. A fotografia de Guy Dufaux e a música do compositor Pierre Aviat estão perfeitamente adequadas à trama e contribuem com louvor para o belo filme de Arcand, em última análise, um exercício de meditação sobre a morte , a vida e a história Carlos Augusto Brandão, especial para o Cenafinal | | |
Escrito por tekka às 01h01
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http://www.audiodicas.com.br/discos/jazz/billie_essential.htm
(the essential billie holiday)
Escrito por tekka às 00h50
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para ouvir Billie Holiday:
http://www.laser.com.br/vgaa/billie.htm
Escrito por tekka às 00h39
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Escrito por tekka às 00h17
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Clarice Lispector
DÁ-ME A TUA MÃO Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.



Escrito por tekka às 00h13
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Florianópolis, 5 de junho de 2002
Carta aos Usuários
Cada vez que não conseguirmos mais nos ouvir uns aos outros, e cairmos num desespero surdo, que só consegue machucar e humilhar os outros, aí está o manicômio. Cada vez que acharmos que estamos sozinhos, e desistirmos da luta maior, aí está o manicômio. Cada vez que sentirmos vergonha, por nós e pelos outros, de sermos usuários, assim como desânimo para freqüentar o serviço, ou medo de estarmos piorando nossa condição de saúde quando estamos lá, aí está o manicômio. Cada vez que esquecermos quem somos, que nossa força só acontece quando estivermos conscientes de nossas possibilidades e limites, e que somente poderemos sair desse lugar que nos colocaram quando unidos, aí está o manicômio. Cada vez que ficarmos embriagados com o poder, manipulando nossos companheiros para conseguirmos vantagens pessoais e, alimentando vaidades fúteis, perdermos de vista o verdadeiro objetivo, na Associação e onde quer que estejamos representando os usuários, aí está o manicômio. Cada vez que erguermos a voz, querendo pedir socorro e só saírem misérias e ofensas, aí está o manicômio. O Manicômio não é só um lugar, mas um inferno que põe muros enormes entre cada um nós. Os nossos verdadeiros inimigos, aqueles que pretendem nos manter presos a esse lugar de "loucos de todos os gêneros", seja entre os muros dos hospícios e clínicas, seja por nos convencerem que não temos valor, que não sabemos lutar, nem ter nossas próprias idéias, nosso autogoverno, que sempre dizem que nossa luta é apenas "parte da dinâmica" da nossa doença, devem estar dando risada da nossa cegueira. Por um segundo vamos abandonar um pouco a raiva e o medo e perceber que já temos conquistas. Que ainda há muitas batalhas pela frente, mas a maior delas, a construção de uma identidade, é o primeiro passo para um destino maior.
"Sou louco sim, doutor, mas tenho meus direitos. Se o Senhor não me deixar ser cidadão, tenho em minhas mãos leis que me garantem esse direito. E o Paulo Delgado que me abençoe, eu vou fundo. Hoje o Senhor me olha aqui, tremendo, um pouco nervoso, mas não tem idéia o que eu já vivi. Do quanto eu já fui humilhado por ser diferente. Por não agüentar as regras sociais, por não aceitar uma família que me trata como um peso morto, por viver num lugar em que a gente só tem valor se ganhar muito dinheiro. O Senhor pode me receitar um remédio, pode me tirar o direito de fazer o que eu quiser com o meu dinheiro, minhas coisas, pode até me internar num desses hospícios medonhos que o Senhor diz que vai reformar para ficar mais humano. Mas hoje eu sei o nome da minha doença, sei o que esses remédios fazem comigo. Por isso exijo que ser tratado como um cliente, não somente um paciente. Hoje eu sei que tem um usuário como eu que está fiscalizando essas internações e os que viveram o que eu estou vivendo não vão me deixar na mão. Sei também da luta deles em todos os encontros e comissões que tratam de saúde mental em todo esse Brasil. Queria lhe dizer doutor, que eu faço parte de um movimento chamado luta antimanicomial. É isso mesmo Doutor, é um pessoal da pesada. Cada passo que eu dou em direção da minha cidadania, mais eu me afasto do surto. E não vou mais aceitar mais nenhum tipo de tratamento abusivo ou desumano. Hoje o seu poder tem limites Doutor. Hoje eu sei quem eu sou. "
Nilo Marques de Medeiros Neto Presidente da Associação dos Usuários do NAPS – Ponta do Coral
Escrito por tekka às 23h19
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The Very Thought Of You
Billie Holiday
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The very thought of you and i forget to do those little ordinary things that everyone ought to do. i'm living in a kind of daydream, i'm happy as a queen. and foolish though it may seem, to me that's everything. the mere idea of you. the longing here for you. you never know how slow the moments go till i'm near to you.
i see your face in every flower. your eyes in stars above. it's just the thought of you, the very thought of you, my love.
i see your face in every flower. your eyes in stars above. it's just the thought of you, the very thought of you, my love.

TRILHA DO DIA: Maria Bethânia - SONHO IMPOSSIVEL e SWEET MISTERY OF LIFE
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Escrito por tekka às 23h16
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quem pode saber como se tempera um coração?
limpa-se as vísceras
reserva-se os miúdos pra acompanhar
escolhe-se as ervas, espalha-se o sal, acende-se o fogo
marca-se o tempo e , por fim, de recheio,
a inocente maçã,
que tão doce úmida e eleita
nos tirou do paraíso
e nos fez assim sem receita ...
(esta é da ALICE RUIZ, muiscada por ZéMiguelWiznik)
pro fim de semana ....
Escrito por tekka às 23h03
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O MOSQUITO SABE D.H.Lawrence
o mosquito sabe, embora sendo tão/ pequeno, que é um bicho de rapina/ mas pelo menos ele apenas enche a sacola/não bota o meu sangue no banco ...
SÃO PAULO 450 ANOS - o que fazer?
* pegar o ônibus do Bar Brahma e percorrer pontos estratégicos da cidade: segue pelo Viaduto do Chá vai aos points mais cultuados da cidadee termina no Bar com almoço de primeira e show dos Demônios da Garoa
* ver a exposição de Iara Jamra na Ateliê Ás de Paus, na Vila Madalena, até 16 de fevereiro
* mostra Retratos em Revista, no Espaço Abril
* teatro: Marido bandeira 2 no Auguta / se tiver tempo e paciência, o espetáculo de José Celso Martinez Correa, interpretando Antônio Conselheiro - atenção: dura 6 horas e meia ...
* mostra Picasso na OCA ... SÃO PAULO NÃO PARA NEM PODE PARAR!
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THE LONG and WINDING ROAD ....
Escrito por tekka às 22h36
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POEMAS DO NILO_NETO DE FLORIPA
Amar de um amor sem nome. Ter sorte, sem ter destino. Hoje começa, amanhã some. Errar na conta do desatino.
Esse teu dedo, me aponta espelho. Na vã palavra, o alvo é a arte. O tal azul, numa gota de vermelho, Completo, estou em qualquer parte.
Agora muda, corre pela calçada, a mesma letra, prato quebrado. Sem teu amor, a mesma alma cansada, com tua luz, não tem dia errado.
Nilo Neto Floripa - 24 de janeiro de 2004
Vai mulher, anda. Carrega esta cesta cheia de espinhos Pra bem longe daqui.
Onde foi que vi iguarias e bom vinho?
Quem éramos, hipnotizadora, quando fui me perder no teu olhar?
Despertar.
A dura lucidez destes dias, parece que ainda vai me fazer desaparecer, sob as águas.
Essa dor.
Esquecerei? Melhor, não terá mais importância.
Só não queria errar de novo. Cair no mesmo velho truque da mulher-problema.
Que mudasse ao menos: o cenário, o figurino, ou o palhaço.
Nilo Neto Florianópolis - 28 de Junho de 2002
Poemindo, Poemeu. Acho que ele nasceu.
Poemeu Poemorto Acho que nasceu torto.
Poeminto. Poemargem. Desgraça pouca é bobagem.
Depois de lido, um Poemeu, Toma que esse filho é teu.
Nilo Neto Desterro, 25 de Outubro de 2002
O homem não é um animal limpinho. O homem não é o bicho de estimação de deus. O homem fede, faz barulhos estranhos e mata outros homens de fome, frio, preconceito e falta de esperança.
Eu sou um homem, Mas preferia ser outra coisa, bicho ou planta. Só o homem pode desejar ser outra coisa, mas nunca consegue deixar de ser homem. Nascemos com desejos impossíveis.
"Felizes são os peixes" (titãs), ainda que jamais conheçam a abstração humana chamada de felicidade.
O homem é filho do medo de deus. Medo de ficar só. Cansaço e tédio dos deuses geraram essa coisinha feia, chamada humanidade.
Ou terá sido o contrário?
Nilo Neto - Natal 2002
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ASTROLOGIA X PSICANÁLISE
Zizi Possi, depois que fez psicanálise, mudou seu signo de escorpião para libra ...
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STRANGE FRUIT são também os desajustados, os misfits, os temerários, os tresloucados, as ovelhas negras, todos os humilhados e ofendidos ... alô alô MARCIANA!!!
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Escrito por tekka às 19h42
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Escrito por remetente: emily às 15h09
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STRANGE FRUIT são os insensatos corações, os alienados, outsiders, darks, freaks, bipolares, monopolares, lucífugos, originais, extravagantes, excessivos, exagerados, desmedidos, demasiados, tímidos, recatados, enrustidos, exegéticos, execrados, executórios, junkies, exagitados, desolados, solipsistas, epileptiformes, equinociais, ergofóbicos, esbaganhados, pródigos, erráticos, gemebundos, intérminos, esquálidos, informes, inclonclusos, rebarbativos, indomáveis - todos os que se encontram na 3ª margem...
STRANGE FRUIT DE HOJE: Lúcio Cardoso, poeta mineiro de Curvelo, alma atormentada, escritor e pintor, "criador, entre vazios sótaõs da casa abandonada", no dizer de Carlos Drummond - Lúcio se apresentando:
A menos que estejamos definitivamente danados, ninguém deixa de cumprir sua missão . Se às vezes é difícil, se demoramos no caminho, não quer dizer que esteja tudo perdido. O coração vela, e é ele que nos guia, como uma lanterna que reconhecêssemos no escuro apenas pelas suas desordenadas palpitações....não sou maleável e nem sei me adaptar às pequenas junturas da vida: sinto-me um monstro rude e sem vivacidade, no meio da infinita, da minuciosa sabedoria alheia" - DIÁRIOS de Lúcio Cardoso
Escrito por remetente: emily às 15h06
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Escrito por remetente: emily às 13h28
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Strange Fruit
Southern trees bear strange fruit, Blood on the leaves and blood at the root, Black bodies swinging in the southern breeze, Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant south, The bulging eyes and the twisted mouth, Scent of magnolias, sweet and fresh, Then the sudden smell of burning flesh.
Here is the fruit for the crows to pluck, For the rain to gather, for the wind to suck, For the sun to rot, for the trees to drop, Here is a strange and bitter crop.
Escrito por remetente: emily às 13h25
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STRANGE FRUIT
The film tells a dramatic story of America's past by using one of the most influential protest songs ever written as its epicenter. The saga brings us face-to-face with the terror of lynching as it spotlights the courage and heroism of those who fought for racial justice when to do so was to risk ostracism and livelihood if white - and death if black. It examines the history of lynching, and the interplay of race, labor, the Left and popular culture that would give rise to the civil rights movement.
While many people assume that the song "Strange Fruit" was written by Holiday herself, it actually began as a poem by Abel Meeropol, a Jewish schoolteacher and union activist from the Bronx who later set it to music. Disturbed by a photograph of a lynching, the teacher wrote the stark verse and brooding melody under the pseudonym Lewis Allan in the late 1930s. Meeropol and his wife Anne are also notable because they adopted Robert and Michael Rosenberg, the orphaned children of the executed communists Julius and Ethel Rosenberg.
"Strange Fruit" was first performed at a New York teachers' union meeting and was brought to the attention of the manager of Cafe Society, a popular Greenwich Village nightclub, who introduced Billie Holiday to the writer. Holiday's record label refused to record the song but Holiday persisted and recorded it on a specialty label instead. The song was quickly adopted as the anthem for the anti-lynching movement. The haunting lyrics and melody made it impossible for white Americans and politicians to continue to ignore the Southern campaign of racist terror. (According to the Center for Constitutional Rights, between 1882 and1968, mobs lynched 4,743 persons in the United States, over 70 percent of them African Americans.)
Escrito por remetente: emily às 12h51
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hoje é o primeiro dia deste blog...nasce sob o signo de aquário - "a vida é líquida", já diz a Hilda Hilst - chove sobre nossos amores - a trilha será sempre Billie Holiday e sua voz faminta ... mas neste momento, escuto Annie Lennox: Why? - a água me absorve ... sei que ela vai dar nos buritis, já que são veredas ... espelho d´'água, olho d'água, riacho, rio acima, sorvedouro ... barranqueira, estradas de minas, serras talhadas, serras peladas ... Ladies and Gentlemen: com vocês: Miss Billie Holiday (luzes se apagam suavemente sobre o palco, uma negra azul vai cantar para a platéia branca chorando pela voz nua e crua que soluça sobre bocas torcidas com cheiro de carne queimada) - a banda cede os primeiros compassos, espanto com o instrumento inesperado: uma voz jamais ouvida, sem qualquer educação musical, tinindo feito anjo exterminador ... uma gardênia é tirada do cabelo e lançada a poucos ... batidas rápidas se fazem ouvir cancelando a emoção escancarada ...
site oficial: http://billie-holiday.net/ - letra de hoje: STRANGE FRUIT
Strange Fruit
Southern trees bear strange fruit, Blood on the leaves and blood at the root, Black bodies swinging in the southern breeze, Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant south, The bulging eyes and the twisted mouth, Scent of magnolias, sweet and fresh, Then the sudden smell of burning flesh.
Here is the fruit for the crows to pluck, For the rain to gather, for the wind to suck, For the sun to rot, for the trees to drop, Here is a strange and bitter crop.
Escrito por remetente: emily às 12h35
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